domingo, 18 de agosto de 2013

Vingança: mulher tenta matar amiga ao descobrir que eram amantes do mesmo homem em SC.

A mulher de 40 anos suspeita de atirar contra uma amiga, após descobrir que eram amantes do mesmo homem, teria jogado ácido no rosto da amiga dias antes dos disparos, segundo a família da vítima.
Elas moravam juntas, mas não sabiam que saíam com a mesma pessoa. Ele é casado. As amigas viviam em Joinville, Santa Catarina, e uma delas veio para São Paulo porque brigaram depois da descoberta. Segundo a polícia, a mulher atirou duas vezes contra o salão de beleza no qual a amiga trabalhava. Ninguém se feriu.  Ela viajou de Joinville até São José dos Campos, interior de São Paulo, para cometer o crime. Ela tentou fugir pegando um táxi, mas acabou presa. Ela usava uma peruca e um chapéu para se disfarçar. A suspeita foi presa em flagrante e indiciada por tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. O crime ocorreu na quinta-feira (15/08). Ela será transferida para um presídio em Santa Catarina. O delegado afirmou que a mulher se tornou inimiga da outra após a descoberta do caso. Ela teria pedido para a amiga deixar de sair com ele, mas ela se recusou. 
A família da vítima afirmou que ela decidiu ir embora após o episódio do ácido, mas as brigas continuaram por meio das redes sociais. O delegado afirmou que a mulher se tornou inimiga da outra após a descoberta do caso. Ela teria pedido para a amiga deixar de sair com ele, mas ela se recusou.
A mulher foi presa e deverá responder pelos crimes de porte ilegal de armas e tentativa de homicídio. Ela será transferida para Santa Catarina

sábado, 17 de agosto de 2013

Um único tiro de fuzil matou mãe e filha no Morro da Quitanda, diz parente, que acusa PM: ‘Covardes'.

“Eles são tão covardes que conseguiram acertar minha mãe e minha irmã com um único tiro”. A frase foi dita por Alex dos Santos de Jesus, de 29 anos, que, nesta quinta-feira, teve a mãe e a irmã gêmea mortas durante uma operação do 41º BPM (Irajá) no Morro da Quitanda, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. O rapaz acusa um PM de ter dado o disparo de fuzil que atingiu Maria de Fátima de Jesus, de 52 anos, no peito, e Alessandra de Jesus, de 29, na cabeça. 

Segundo o rapaz, o policial procurava um bandido e acabou acertando as duas mulheres.
- Estou tão chocado que não consigo chorar. Estou pedindo forças a Deus e estou pedindo sabedoria para assumir todas as responsabilidades - disse Alex, na manhã desta sexta-feira, enquanto esperava a liberação dos corpo no Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com ele, a irmã pensava em se mudar do Morro da Quitanda para um lugar menos perigoso. Maria de Fátima havia ido à comunidade justamente para encontrar a filha e procurar com ela uma nova casa. As duas estavam na localizada conhecida como Favelinha quando foram feridas. Alessandra estava com a filha de 2 anos no colo. A menina não se feriu. Ela tinha outros quatro filhos.
Já Maria de Fátima - que tinha quatro filhos - havia se mudado há 20 dias Costa Barros para São Pedro d’Aldeia, na Região dos Lagos. Segundo a família, ela estava cansada da violência do bairro da Zona Norte.
Mãe e filha serão enterradas às 16h desta sexta, no Cemitério de Inhaúma.

PM e Polícia Civil investigam 

Em nota, a Polícia Militar lamentou as mortes das duas mulheres e informou que o comando do batalhão de Irajá abriu uma averiguação para apurar o caso. Leia a íntegra do informe:
“Policiais do 41º BPM (Irajá) fizeram uma operação no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na manhã desta quinta-feira (15/08). Lamentavelmente, duas mulheres foram baleadas e socorridas no Hospital Carlos Chagas. Uma delas não resistiu aos ferimentos. O comando do 41º BPM abriu averiguação para apurar o caso e as armas dos policiais que estavam na operação estão à disposição da perícia da Divisão de Homicídios – que realizou perícia no local, devidamente preservado.Na operação, dois homens foram presos com uma espingarda calibre 12, uma pistola e duas granadas.”
Já a Polícia Civil informou que a Divisão de Homicídios (DH) investiga o caso. Segundo uma nota divulgada pela instituição, a perícia no local onde ocorreu o tiroteio foi periciado e testemunhas serão chamadas para prestar depoimento.

Família pode processar o Estado se for confirmado envolvimento dos PMs

De acordo com Alex, a família aguarda apenas o resultado da perícia para comprovar que os policiais tiveram envolvimento com as mortes. Caso seja confirmado que a bala que matou mãe e filha veio por parte da PM, a família das vítimas irá processar o Estado.
"Sei que processar o Estado não vai trazer minha mãe e irmã de volta, mas a minha irmã tinha cinco filhos e queremos uma indenização para as crianças, além da importância de apontar os responsáveis", desabafou.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Justiça condena 3 homens a 120 anos de prisão por estupro de turista americana em van no Rio de Janeiro.

Somando as sentenças dos três réus, o total da pena é de 120 anos de prisão.

Os três acusados de estuprar uma turista americana e agredir o seu namorado dentro de uma van em março passado no Rio de Janeiro foram condenados pela 32ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
As vítimas embarcaram no veículo em Copacabana, zona sul do Rio, em direção à Lapa, região central, juntamente com outros passageiros. De acordo com as investigações do caso, os três premeditaram o assalto a passageiros e cometeram o crime de abuso sexual.
A turista, que teria sido violentada por pelo menos quatro vezes, ficou em poder dos criminosos durante seis horas, junto com o seu namorado. Durante a prática dos estupros, os réus teriam impedido qualquer possibilidade de reação do namorado dela, um turista francês que foi algemado e agredido com uma barra de ferro.
Na decisão, o magistrado afirma que o crime teve três episódios distintos, iniciando-se com a prática de um crime de roubo contra vítimas diversas, todos passageiros que estavam na van e que acreditavam que se dirigiam ao destino combinado com o motorista. O juiz também relembrou que os homens agiram de forma sarcástica, além de aliciar outras pessoas para participarem do crime de estupro, dentre as quais um adolescente infrator e um traficante de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, o que foi negado pelos dois outros suspeitos devido ao estado da vítima após as agressões.
— Os atos sexuais em muitos momentos tiveram contornos de sadismo e completo desprezo pela figura da ofendida, com prática de conjunção carnal, coito anal e felação, algumas vezes de forma concomitante, já que praticados ao mesmo tempo, por mais de um acusado. Todos os atos sexuais foram praticados sem o uso de preservativo, transparecendo o completo descaso e inconsequência em relação aos resultados daqueles atos, sendo indiferente para os criminosos se da prática do sexo resultaria transmissão de doença venérea ou mesmo gravidez da vítima (...) A recusa em aderir ao propósito criminoso dos réus somente ocorreu, como se verá, porque as pessoas instigadas pelos acusados denotaram algum sentimento de piedade pelo estado lastimável em que a vítima já se encontrava.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Em carta, Sandro Dota confessa assassinato de Bianca Consoli.

Em carta, o motoboy Sandro Dota confessou ter matado a cunhada Bianca Consoli, 19 anos, em 2011, após uma briga. O réu, que volta a ser julgado por estupro e assassinato no dia 16 de setembro, garante que não violentou a universitária e promete confessar o crime no tribunal. 
A carta foi escrita de próprio punho, no dia 2 de agosto deste ano, na cadeia onde cumpre prisão preventiva, porém, motoboy se diz inocente da acusação de estupro.

— Declaro que realmente matei a Bianca.
Sandro diz estar arrependido e diz que demorou para confessar por motivos particulares.
A informação foi dada pelo novo advogado de defesa, Aryldo Oliveira de Paula. Ele dá detalhes de como foi o crime.
— Ele foi tirar satisfação com ela sobre um problema pessoal, foi agredido pela jovem, deu uma gravata nela até a mesma desmaiar e depois colocou um pedaço de plástico na garganta dela. 
Dota está preso desde o dia 12 de dezembro de 2011.  Em julho do ano passado, ele foi para o Complexo Penitenciário de Tremembé, a 147 km de São Paulo. O réu alegou ter sofrido ameaças de morte no Centro de Detenção Provisória 3 de Pinheiros, na zona oeste, onde estava. Por este motivo, a Justiça teria determinado sua transferência.

O julgamento de Dota começou no dia 23 de julho, mas foi adiado após o réu pedir a pedir a desconstituição do advogado, Ricardo Martins. Com isso, o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) remarcou para o dia 16 de setembro.
O caso

O corpo da universitária Bianca Consoli, 19 anos, foi achado pela mãe dela, caído próximo à porta de saída de casa, na zona leste de São Paulo, no dia 13 de setembro de 2011. Segundo a polícia, a jovem foi atacada quando havia acabado de tomar banho e se preparava para ir à academia.

Na cama, os investigadores encontraram a toalha usada pela estudante, ainda molhada. A garota teria reagido à presença do criminoso e começado uma luta escada abaixo. Foram localizadas mechas de cabelo pelos degraus. Dentro da garganta da vítima, a polícia encontrou uma sacola plástica, usada pelo autor para asfixiar universitária.  
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sábado, 10 de agosto de 2013

Mãe de Taninha, morta pela Fera da Penha há 53 anos, ainda chora pela filha.

Menos de dois quilômetros e quase 53 anos separam os pais de Tânia Maria Coelho Araújo de Neyde Maia Lopes. Tanto a família da menina de 4 anos quanto a responsável pelo crime que chocou o país ainda são assombradas pelas cenas daquele 30 de junho de 1960. Nesse dia, a Fera da Penha pegou um revólver 32, deu um tiro na nuca de Tânia e incendiou o seu corpo num matadouro de bois.


Mesmo depois da tragédia causada por sua amante, Antônio Couto Araújo continuou casado com Nilza Coelho Araújo. Fizeram bodas de ouro. Além de Solange, que já era nascida na época, tiveram outros três rebentos. Hoje são seis netos e dois bisnetos.
— Deus me levou uma, mas me deu mais três — conta Nilza, de 73 anos, na primeira vez em que fala sobre o assunto numa entrevista.
A única recordação palpável de Taninha é uma foto guardada na residência do casal de idosos. Antônio evita conversar sobre o crime. O assassinato é uma espécie de tabu para ele. Mas as lembranças não deixarão de existir. Em meio à comoção pela morte da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, em Caxias, em circunstâncias parecidas com as de Taninha, a dor volta a apertar na casa da família Araújo.

Sem perdão

— Estava conversando com umas amigas e comecei a chorar. São coisas que marcam muito. Mesmo que você queira esquecer, as pessoas não deixam. A humanidade é muito cruel — desabafa Nilza.
Num bairro vizinho ao dela, vive a Fera da Penha. Depois de cumprir 15 anos de prisão, Neyde deixou a cadeia. Morou com os pais, e vive só desde que eles morreram. O endereço dela é uma rua tranquila, onde ainda é possível jogar futebol sem se preocupar com carros. Reclusa, ela pouco sai de casa. A janela de seu apartamento, no segundo andar, costuma ficar fechada, mesmo sem ar-condicionado no imóvel.
Aos 77 anos, ela não conversa com os vizinhos e nunca foi vista acompanhada pelos moradores dos outros 15 apartamentos de seu prédio. Se para ela o destino reservou uma vida na sombra, como uma espécie de maldição pelo crime que cometeu, para Nilza, o tempo que Neyde passou na cadeia foi pouco.
— Ela não cumpriu a pena dela — afirma.

Romaria ao túmulo de Taninha

Quadra 21, carneiro 17. A funcionária do Cemitério de Inhaúma responde de pronto o local onde está enterrada a menina Taninha. Depois que foi assassinada, a garota passou a ser tratada como santa. Cinco décadas após o crime, sua sepultura continua atraindo fiéis em busca de milagres.
Foto, flores, uma estatueta de São Jorge e até duas bonecas decoram o túmulo da garota. As placas de agradecimento pelas graças alcançadas estão por toda a parte. A última é do ano passado. No chão, os restos de cera comprovam que muitas velas ainda são acendidas para a menina.
— Tem um homem que vem sempre no Dia de Finados. Ele pinta e cuida do túmulo. Não sabemos quem é. Muita gente procura pela sepultura dela até hoje — conta uma funcionária do cemitério.


Há 15 anos, a família de Taninha não visita sua sepultura. Se para os parentes da criança ir ao cemitério é sinônimo de lembranças ruins, para alguns o túmulo da garota funciona como uma espécie de altar.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Suspeita confessa ter roubado bebê e matado a mãe para reatar com ex.

Em depoimento à polícia do Rio, Michele Vieira Melo disse ter sequestrado um bebê na segunda passada (5) para reatar com o ex-companheiro que havia terminado o relacionamento no final de 2012. A suspeita confessou à polícia ter matado a mãe da criança, Diana Oliveira Silva, que será sepultada nesta quinta (8).
De acordo com o delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homícidios, a suspeita afirmou que, durante cinco dias, ficou procurando por mães com bebês em bairros da zona oeste, como Barra da Tijuca e Recreio. O sequestro teria sido uma tentativa de forjar o nascimento da criança e trazer o ex-marido de volta.
A Polícia Civil conseguiu esclarecer o crime depois de ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança. O delegado afirmou que Michele Vieira Melo agiu sozinha. Cardoso confirmou que já pediu a prisão preventiva da suspeita.
Segundo o delegado, Diana teria sido abordada por Michele quando saía do posto de saúde no Recreio. A suspeita teria conversado com Diana e oferecido roupas de criança. Depois, convenceu a mãe de Jenifer de ir para um terreno próximo a um matagal, onde foi morta.
De acordo com Cardoso, Diana resistiu quando Michele tentou pegar a criança, porém, a suspeita conseguiu imobilizá-la, amarrar suas mãos e sufocar a mulher. Ela confessou ter assassinado a vítima sozinha.
Diana Silva será sepultada às 10h de quinta-feira, no cemitério de Guaratiba, na zona oeste.
Michele foi presa em flagrante na tarde de terça e indiciada por sequestro e homicídio qualificado. No primeiro depoimento, a suspeita chegou a afirmar que era mãe da criança, mas, em seguida, confirmou o sequestro.
A suspeita já havia sido identificada por agentes da delegacia especializada através de imagens de câmeras de segurança de uma estação de ônibus BRT e de outra instalada perto do matagal onde Diana foi encontrada morta, nos arredores da comunidade do Terreirão, também no Recreio. Em um vídeo, Diana, a criança e Michele são vistas entrando no terreno baldio e, minutos depois, a criminosa sai do local segurando a menina.


A criança foi encontrada na terça na rua Professor Souza Moreira, em Inhoaíba, Campo Grande, na zona oeste, e encaminhada ao hospital Rocha Faria, também em Campo Grande, para receber cuidados médicos. A criança passa bem.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mulher é espancada, estrangulada, morta e enterrada em Rio Bonito, RJ no dia em que se comemora 7 anos da Lei Maria da Penha.


Uma mulher foi espancada, estrangulada e morta em Rio Bonito, no interior do Rio de Janeiro. O suspeito pelo assassinato é o próprio companheiro que convivia com a vítima há alguns meses. Segundo o delegado Paulo Henrique da Silva, da 116ª DP em Rio Bonito, a análise da perícia indica que Cristiane de Carvalho Silva, de 26 anos, foi morta de domingo (4) para segunda-feira (5). O corpo estava dentro da casa onde morava.

O companheiro da mulher foi até a delegacia, na última terça-feira (6), e informou aos policias que encontrou o corpo da namorada em casa quando voltou de uma viagem. Enquanto o suspeito registrava a ocorrência, a perícia era realizada na vítima e na casa onde morava. O corpo foi encontrado no chão da sala. Vizinhos alertaram os policiais dizendo que o casal brigava muito e que foi o próprio homem que teria matado a mulher.

Ao voltar para a delegacia, o delegado ouviu o suspeito pelo crime. No depoimento, o homem disse que batia na companheira, mas que ela tinha medo de registrar ocorrência contra ele. Os dois eram usuários de droga. Por várias vezes, o companheiro de Cristiane de Carvalho se contradisse no depoimento, mas não confessou que matou a mulher. Ele foi preso por falsa comunicação do crime e homicídio. O suspeito será transferido para o presídio Bangu 2, no Rio de Janeiro.
A casa onde os dois moravam fica no bairro do Parque Andréa. Moradores do bairro do Boqueirão, onde a jovem nasceu e cresceu, contaram que, por diversas vezes, a moça tentou se esconder do companheiro, que a ameaçava de morte. Parentes e amigos estão chocados com o crime. O enterro de Cristiane de Carvalho será no Cemitério do Rio Seco, às 12h desta quarta-feira (7).

No dia em que a Lei Maria da Penha completa 7 anos o delegado Paulo Henrique da Silva, da 116ª DP em Rio Bonito, reforça a importância das mulheres denunciarem a agressão para tentar evitar tragédias como a que aconteceu com Cristiane.